Estátuas de Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro


Sobre

Homenagear Jackson do Pandeiro no ano do centenário de Luiz Gonzaga? Porque Luiz Gonzaga foi o Rei do Baião e Jackson o Rei do Forró. Em tempo algum ninguém cantou forró como esse filho de Alagoa Grande/PB, nascido a 31/08/1919 e falecido a 10/07/1982. Ele e Luiz Gonzaga serão ainda por muito tempo os maiores nomes da música nordestina. Luiz tornou célebre a asa branca, Jackson, a casaca de couro. Luiz falou de Rosinha, a sertaneja fiel, Jackson, de Sebastiana, aquela que dançava um xaxado estranho na Paraíba. Luiz foi mais apegado às coisas do sertão, Jackson, às da zona da mata. Luiz popularizou o baião, o xote e o xaxado, Jackson, o rojão, o coco, o samba e o forró. Luiz foi compositor e excelente acordeonista de valsas e choros, Jackson, também compositor, foi um dos maiores pandeiristas da história do forró e do samba, além de intérprete ímpar deste ritmo. A verdade é que a obra desses dois ícones é, indiscutivelmente, de natureza complementar e indispensável dentro do contexto geral da música popular brasileira. Luiz foi o Rei do Baião, Jackson, o Rei do Ritmo, e como majestades que eram, tiveram as suas diferenças, mas nada que apagasse a enorme admiração que um sentia pelo outro. Não chegaram a gravar em conjunto e isso foi uma enorme perda para a música popular brasileira, porque ambos entendiam como ninguém de “vestir uma música” para que ela se apresentasse realmente como uma obra de arte. Jackson e Luiz sabiam muito bem o que queriam e os músicos que com eles gravaram simplesmente obedeciam aos seus comandos. Jackson marcava o ritmo das suas músicas com um violão e uma ”sanfona de boca”. Essa vestimenta da música que Luiz chamava de “sanfonização”, Jackson dizia que era “arranjo”. Tanto um quanto o outro, na execução desses arranjos, muitas vezes faziam alterações profundas na própria música (melodia, letra ou harmonia) a ser gravada, e aí, reivindicavam a parceria nessas obras, o que era muito justo. Jackson do Pandeiro muitas vezes gravou acompanhado de músicos vinculados ao samba e ao choro. Luiz Gonzaga também. E nem sempre nas músicas de um e de outro estiveram presentes apenas o tripé sanfona, zabumba e triângulo. Jackson, por óbvias razões. Violão, flauta e cavaquinho estiveram presentes inúmeras vezes nas gravações de Jackson e de Luiz, e Jackson, às vezes, colocava também uma clarineta. Luiz nunca gravou nada de Jackson, mas em 1976, num disco patrocinado pelo Banco do Brasil, Jackson gravou dele e Miguel Lima a música “Dezessete e Setecentos”. Luiz teve praticamente toda sua obra relançada no formato de CD, até os discos de 78 RPM. Enquanto isso, nós que somos também fãs de Jackson, testemunhamos tristemente a sua memória ser apagada pouco a pouco das gravações da Copacabana, Colúmbia, Phillips, Alvorada e Tropicana que mofam nas prateleiras das gravadoras que lhes sucederam. Não é um simples esquecimento, mas um crime! Nem sequer alguma gravação decente havia do ídolo Jackson, ao vivo. Sim, porque o disco de Marcelo Froes, do selo Discobertas, lançado em 2011, da faixa 1 até a faixa 6, foi uma grande decepção pela baixa qualidade sonora. Mas arriscando-me a ser processado pelo Ministério da Cultura, “chupei” dos arquivos do Projeto Pixinguinha, um áudio que contém um primoroso pot-pourri, que, aí sim, mostra o talento de Jackson em grande estilo. Fonte: Overmundo

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