Segunda-feira, 12 de abril de 1915. Foi neste dia que um grupo de vinte e oito senhores da elite se reuniram e fundaram o Campinense Club, uma sociedade recreativa na qual a aristocracia poderia promover encontros e se confraternizar. Tomados por certo bairrismo, o nome foi uma sugestão do jovem advogado Hortênsio Ribeiro. Neste contexto, Campina Grande vivia um período de ascensão econômica, graças à grande produção do algodão, a segunda maior produtora do mundo.

Todos, homens com estudo e da classe alta. Por isso, conhecido também como clube cartola. Os fundadores foram Acácio Figueiredo, Adauto Belo, Adauto Melo, Alberto Saldaha, Alexandrino Melo, Antônio Cavalcanti, Antônio Lima, Arnaldo Albuquerque, Basílio Agustinho de Araújo, César Ribeiro, Dino Belo, Elias Montenegro, Gilberto Leite, Gumercindo Leite, Horácio Cavalcanti, João Honório, José Amorim, José Aranha, José Câmara, Luis Soares, Manoel Colaço, Martiniano Lins, Nhô Campos, Sebastião Capiba, Severino Capiba, Sindô Ribeiro, Tertuliano Souto e Valdemar Candeira.

O clube, inicialmente dançante, não tinha finalidades futebolísticas. Um departamento para prática amadora de esportes foi criado meses depois de sua fundação, mas logo desativado. Apenas em 1954, encabeçados pelo médico Gilvan Barbosa, o departamento, ainda amador, de futebol foi reativado. Para não denegrir a imagem do clube social, havia, inclusive, denominação específica para o departamento: Centro Esportivo Campinense Clube ou CECC, que contava também com estatuto próprio.

A equipe foi formada e começou a participar de competições de nível amador. O bom desempenho do time fez com que a profissionalização fosse discutida a partir de 1958, quando começaram a ser contratados os primeiros jogadores.

Os primeiros jogos foram realizados no Estádio Municipal Plínio Lemos, no bairro José Pinheiro. Foi a primeira casa do futebol da Raposa, tendo, inclusive, sido cedida ao clube em sistema de comodato, em meados de 1958. Partidas amistosas contra grandes clubes do Brasil, inclusive do eixo Rio-São Paulo, foram realizadas, e a obtenção de bons resultados creditou ao Campinense o status de força emergente do futebol paraibano. Tal força viria a ser comprovada no ano de 1960, quando o Campinense disputou e conquistou seu primeiro campeonato estadual profissional, iniciando a série de seis conquistas consecutivas, entre 1960 e 1965, tornando-o único hexacampeão paraibano. Iniciou-se assim a história, pondo-se de pronto na história.

O clube não conquistaria o Hepta em 1966, porém, voltaria a ser campeão estadual em 1967. Em 1970, o Campinense junto com seu maior rival, o Treze, resolveram não disputar o Campeonato Paraibano por falta de maior incentivo da Federação Paraibana de Futebol e falta de ajuda pela mesma. Então ambas criaram o Torneio Dagoberto Pimentel, que viria a ser mais conhecido como “Torneio Mistão-70”, após a realização de 3 turnos o Campinense sagrou-se campeão.

Em 1971 a Raposa voltou a disputar o Campeonato Paraibano e sagrou-se Campeão Estadual daquele ano, tornando-se, também, a primeira equipe Paraibana a disputar a Série B do Campeonato Brasileiro. Em 1972, conquistou o bicampeonato estadual e fez uma campanha surpreendente na Série B, ficando com o vice-campeonato.  O Campinense conquistou a Paraíba ainda em 1973, 1974 e 1975, alcançando outros feitos no futebol Paraibano: Tornou-se pentacampeão Estadual e sendo o primeiro time do estado a participar do Campeonato Brasileiro da série A.

Retomou as conquistas em 1980, conquistando mais um bicampeonato em 1981. Depois de um período sem títulos, voltou a levantar a taça de campeão Paraibano em 1991, depois de uma combinação incrível de resultados, quando quase ninguém acreditava mais. Em 1993 nova glória estadual. No ano de 2003 o Campinense fez uma campanha inesquecível na Série C, perdendo a vaga na Série B ao ser derrotado pelo Santo André no Estádio Amigão. Voltaria a ser campeão no célebre campeonato paraibano de 2004, quando mais uma vez derrotaria o Treze nas finais.

Em 2008, o Campinense voltou a ser campeão da Paraíba. O clube se reformulou, contratou o técnico Freitas Nascimento e investiu em reforços. O Campinense perdeu o primeiro turno para o Treze, mas ganhou o segundo turno contra o Sousa, ganhando o primeiro jogo em casa por 2 x 0 e empatou em Sousa 0 x 0. O primeiro jogo da final contra o Treze, foi no dia 11 de maio de 2008, o Campinense ganhou 3 x 0;gols de Fábio Júnior, Washington e Almir. A grande final foi no dia 18 de maio de 2008, o Campinense ganhou novamente 2 x 0; gols de Marquinhos Marabá(2x), para um público de 21.745 torcedores. No mesmo ano, a Raposa conseguiu o acesso a Série B do Campeonato Brasileiro, tornando-se o único clube do estado a conseguir esse feito.

Voltou a ser campeão Paraibano em 2012 e, no ano seguinte, em 2013, conquistou o maior título de sua história e da história do futebol Paraibano: A Copa do Nordeste! Tornou-se o primeiro e único clube campeão do Nordeste a não sofrer gols em casa.

Em 2015, o Campinense é o único clube paraibano em atividade a completar 100 anos de história. Um orgulho para sua torcida, cidade e estado. Na temporada, o Campinense faturou três títulos: Campeonato Paraibano, Troféu Jornalista Joacir Oliveira (Homenagem aos 40 anos de fundação do Estádio o Amigão) e a Taça Sesquicentenário de Campina Grande (Homenagem aos 150 anos de Campina Grande).

No ano de 2016, o Campinense conquistou o bicampeonato Paraibano, após 36 anos. O último bicampeonato estadual tinha acontecido em 1980.

Foi o ano também do vice-campeonato da Copa do Nordeste. Na primeira fase o Campinense ficou no Grupo A com: Salgueiro/PE, ABC/RN e Imperatriz/MA, terminando-a em primeiro lugar com 16 pontos e invicto. Nas quartas eliminou o Salgueiro/PE ( 2 a 0 fora e derrota em casa por 2 a 1). Nas semifinais foi a vez do Sport/PE ( derrota por 1 a 0 fora e vitória em casa pelo mesmo placar, nos pênaltis 3 a 1). Na final enfrentou o Santa Cruz/PE ( derrota fora de casa por 2 a 1 e empata em casa por 1 a 1). A campanha consolidou de vez o nome do Campinense na competição e no cenário regional e nacional.

Em 1970, o Campinense junto com seu maior rival, o Treze, resolveram não disputar o Campeonato Paraibano por falta de maior incentivo da FPF e falta de ajuda pela mesma. Então ambas criaram o Torneio Dagoberto Pimentel, que viria a ser mais conhecido como “Torneio Mistão-70”, nome esse que reunia as equipes Campinense e Treze, profissionais e equipes semi-profissionais e amadoras

O clube não conquistaria o Hepta em 1966, porém, voltaria a ser campeão da Paraíba em 1967.