Campinense Clube é uma agremiação esportiva de Campina Grande, no estado da Paraíba, fundada em 12 de abril de 1915, por 29 pessoas. Sendo o único time do estado hexa e penta campeão Paraibano. Tem como seu maiores resultados a conquista da Copa do Nordeste em 2013 bem como seu vice-campeonato em 2016. Os resultados recentes na principal competição regional do país consagra o clube como um dos mais importantes da região como também um dos mais importante do estado na competição.

História

Campinense1915.JPG

Quando Campina Grande nem sequer contava com luz elétrica e a cidade tinha um pouco mais de 10 mil habitantes, o Campinense Clube foi fundado no dia 12 de abril de 1915, como um sociedade recreativa dançante, que se chamava Sociedade Recreativa Campinense Club, a lista dos 29 fundadores do Campinense:

  • Acácio Figueiredo
  •  Adauto Belo
  •  Adauto Melo
  •  Alberto Saldanha
  •  Alexandrino Melo
  •  Antônio Cavalcanti
  •  Antônio Lima
  •  Arnaldo Albuquerque
  •  Basílio Agustinho de Araújo
  •  César Ribeiro
  • Dino Belo
  •  Elias Montenegro
  • Gilberto Leite
  • Gumercindo Leite
  • Horácio Cavalcanti 
  • João Honório
  • José Amorim
  •  José Aranha
  • José Câmara
  •  Luis Soares
  •  Manoel Colaço
  •  Martiniano Lins
  •  Nhô Campos
  • Sebastião Capiba
  •  Severino Capiba,
  • Sindô Ribeiro
  •  Tertuliano Souto
  •  Valdemar Candeia
  •  José Pereira

Houve várias reuniões, até que finalmente o jovem advogado Hortêncio de Souza Ribeiro, depois de uma reunião "quente", sugeriu que o clube passasse a se chamar Campinense, esse nome retratava tudo, inclusive a vaidade e o bairrismo dos fundadores, o nome obteve votação unânime.

 
Campina Grande, terra do Campinense Clube.

O Campinense Clube surgiu como uma agremiação social, promovia bailes carnavalescos e juninos, quermesses e diversos encontros culturais na sociedade campinense.

1917: Primeiro time

No ano de 1917, o presidente do Campinense, Arnaldo Albuquerque, criou um departamento de esportes, surgiu então o primeiro time de futebol do Campinense. Normalmente os jogadores do Campinense até nesse fase eram jovens estudantes, que jogavam futebol sem interesse financeiro. O Campinense venceu sua primeira partida em junho de 1919, 1 a 0 contra o América, time local da cidade.

Primeira rivalidade e fim do Futebol no clube

 
Fotografia mais antiga conhecida da equipe de futebol do Campinense Clube em 1918

O primeiro rival do Campinense foi o América, e sempre que havia jogo entre essas duas equipes era sempre esperada briga, as  coisas esquentaram mesmo em 1919 quando o Campinense conseguiu sua primeira vitória na história, venceu o América por  1 x 0, como havia muitas brigas e confusão após os jogos, os sócios estavam insatisfeitos, porque se esperava a restrição da prática do futebol apenas para os filhos dos sócios, a presença dos populares não agradou em nada as elites. Então em 1920 a diretoria resolveu acabar com o Departamento de Futebol do Campinense Club.

O clube continuou funcionando, mas apenas como clube social na organização festas carnavalescas e juninas, além de outros atrativos como colações de grau, concurso de Miss Campina Grande, shows com cantores diversos, etc. Por 25 anos o Grêmio Renascença (posteriormente Aliança Clube 31) foi a maior rival do Campinense, as duas agremiações disputavam para saber quem fazia o melhor carnaval de Campina Grande. Antes de ser desativado, o Campinense realizou 8 partidas e foi vice-campeão do Campeonato da Cidade em 1919 e 1920.

 
Palacete Social do Campinense Clube.

Na década de 1930 o clube cartola construiu sua sede própria, na antiga Praça do Catavento, posteriormente Praça Cel. Antônio Pessoa. Essa sede foi inaugurada em 22 de fevereiro de 1936 e foi construída com fundos próprios pelos seus associados e com a ajuda do então Prefeito Antônio Almeida que cedeu materiais da antiga cadeia pública demolida em 1935.

1950: O Retorno

Em 1954, o Campinense voltou a praticar futebol, com a presidência do Dr. Gilvan Barbosa, houve muita discussão para que isso acontecesse, pois alguns membros não queriam tal coisa, mas o médico Gilvan Barbosa foi um que mais apoiou a ideia e era o presidente do clube na época,o s jogadores do clube na época treinavam no sábado a tarde para não atrapalhar o trabalho de seus integrantes, mesmo assim alguns abandonaram a equipe por não conseguir conciliar o tempo produtivo. No dia 12 de março de 1954 o Campinense volta as atividades futebolísticas, só que com a denominação "Centro Esportivo Campinense Clube-CECC", o CECC tinha como finalidade incentivar a prática de vários esportes: basquete, vôlei, tênis etc. Em julho de 1954 o clube conseguiu sua primeira vitória após a volta ao futebol,3 x 2 contra o Ferroviário de José Pinheiro, numa decisão por pênaltis, cobrados por Eurimar Oliveira. Inicialmente o CECC era só para o lazer dos associados, era tudo amador. A preocupação era muito grande,o Departamento de Futebol do Campinense, tinha seu próprio estatuto, com treinamentos realizados em outro espaço,completamente separado das atividades sociais do clube até com presidente próprio. No Campinense, o futebol foi a porta de entrada para os populares.

Em 1955, foi inscrito o primeiro time de futebol do Campinense em sua primeira competição oficial, a Liga Campinense de Futebol, que era um torneio municipal de Campina Grande. O Campinense foi o vice-campeão em 1955,1956,1957, o que era algo incrível, pois o Campinense era um clube amador, e mesmo assim conseguia tais feitos, no dia 13 de outubro de 1957, o Campinense venceu o Treze(equipe profissional) por 2 x 1, foi a primeira vitória do Rubro-Negro em cima do seu maior rival, isso gerou muito rumores que o Campinense poderia se profissionalizar, porquê mesmo sendo uma equipe amadora, conseguirá bater a um clube profissional.

Existia muito frisson por parte da impressa de Campina, cada vez mais aumentava os rumores que o Campinense iria se profissionalizar, essa profissionalização gerava desconfiança até entre os sócios do clube, havia muita polêmica, várias reuniões foram feitas, a impressa apresentava propostas de como seria esse caminho de profissionalização, por outro lado os jornalistas exigiam um "profissionalismo limpo", que seria uma folha de pagamento relativa. Nessa fase de pré-profissionalismo, existia na cidade outra equipe, conhecida como Esporte Clube Campinense,a inda em 1958 houve uma tentativa de fusão entre essa equipe e o Campinense Clube, a ideia era chamar essa nova equipe de Campinense Esporte Clube, mas não houve acordo entre as  partes, os clubes tinham bens próprios e não abriam mão de suas referências clubísticas.

Em 1958,o clube se profissionalizou, no início de 1959 chega os primeiros jogadores profissionais do Campinense, as primeiras contratações do Campinense foram o goleiro Josil e o meio-esquerda Bruno. Seguiu assim  várias contratações:o meia-direita Tim, o centro-médio Jaime, do Esporte, e o apoiador Zito, que atuava na cidade de Patos. A equipe também contava com nomes conhecidos como Marinho, Eudes, Paulo, Gilvandro, Murilo, ex-atletas do Guarany, do Senhor Elias Mota, principal equipe de futebol amadora dos anos 50 da cidade de Campina Grande. O primeiro artilheiro do Campinense foi Miro. O banqueiro Newton Rique emprestou ao clube a importância de 50 mil Cruzeiros, quantia que viabilizou a profissionalização do departamento de futebol do clube. Isso mostrava a força econômica do Campinense, que desde do princípio, tanto é que o clube é conhecido até hoje como "Aristocrático", dinheiro era o que não faltava no Campinense. Quando tornou-se clube profissional, o Campinense precisava de um estádio. Foi então que os dirigentes da época, solicitaram uma parceria com a prefeitura através de comodato.

O prédio era público, mas administrado pela iniciativa privada, no caso o Campinense.

Pelo acordo, o Campinense ficou responsável por concluir o estádio, erguendo as arquibancadas geral e implantando pista de atletismo, quadra, piscina olímpica e iluminação.

1960 - 1965: Primeiro título estadual, hexa paraibano e campanha na Taça Brasil

Em amistosos disputados, o Campinense mostrava que estava pronto, o ainda Centro Esportivo Campinense Clube, se inscreveu pela primeira vez no Campeonato Paraibano, isso foi em 1960, apenas o Campinense e o Paulistano eram de Campina Grande, o resto da equipes eram da capital da Paraíba, o regulamento da competição e a própria participação do clube, foi bastante questionada, pois a maioria dos jogos seriam disputados na capital, dificultando assim a participação das equipes locais. O regulamento do Paraibano de 1960, era assim: o campeonato era disputado em dois turnos, sendo que no primeiro turno a duas piores equipes seriam eliminadas, no segundo turno os seis clubes classificados, iniciaram com zero ponto, ao final os dois clubes campeões dos turnos decidiriam o campeonato numa melhor de quatro pontos. O Campinense foi campeão do estado em 1960, o clube ganhou de forma invicta o 1º turno e conquistou o 2º turno perdendo apenas um jogo, algumas estatísticas do Campinense na competição: 1/4 dos gols do campeonato foram marcados pelo Campinense, o clube Cartola marcou 28 gols e tomou 8, fez 14 jogos, ganhou 13 e perdeu apenas 1. Na temporada de 1960 o Campinense realizou 41 partidas, 28 vitórias, 6 empates e 7 derrotas. Levantando o seu primeiro título o Campeonato Paraibano de 1960. Mas não foi fácil, o Paraibano de 1960, só terminou em abril de 1961, devido as dificuldades financeiras dos clubes, o campeonato demorou tanto, que a crônica esportiva deu o apelido de "Campeonato Tartaruga". O Campinense crescia, o Raposinha era sucesso, o time de Futsal do clube também, sem falar da equipe feminina de vôlei.

Com a conquista do Paraibano de 1960, o Campinense ganhou o passaporte para disputar outras competições, como por exemplo a Taça Brasil, antigo formato do atual Campeonato Brasileiro, o Campinense foi a primeira grande equipe do estado a participar da competição. Nesse ano, o Campinense ainda disputou ainda pela primeira vez o Torneio Pernambuco-Paraíba, o Campinense jogou um clássico contra o Treze, nessa mesma competição, acabou 1 x 1 Géo marcou para o Campinense e foi o primeiro Clássico dos Maiorais que as duas equipes disputaram em situação de profissionalismo, o Campinense acabou a competição sendo o vice-campeão. A torcida do Campinense Clube crescia, principalmente impulsionada pelo rádio, o Campinense usava esse meio muito bem, o Campinense possuía um programa próprio na Rádio Borborema, o programa sempre era as 12h20min, o rádio também acompanhava todos os jogos do clube dentro e fora do estado. O Campinense promovia eventos, como por exemplo a visita do maestro Strichazu, o que ajudou ainda mais na popularização do clube, os eventos sempre aconteciam no estádio Plínio Lemos, de propriedade do clube. O Campinense mudou algumas coisas em seu estatuto, Edvaldo do Ò, presidente do clube na época, acabou com os debates políticos e manifestações de caráter religioso. A gestão do Edvaldo do Ò (1959-1960) foi polêmica e vitoriosa, um das mudanças que ele fez, foi multar os jogadores em até 60% em seus vencimentos quando o desempenho da equipe não era satisfatório, outra mudança era que os treinamentos dos atletas no dia do jogo eram às cinco horas da manhã. Na Taça Brasil de 1961 o clube enfrentou o CSA, ganhou o primeiro jogo nas Alagoas por 3 x 2 e ganhou a segunda partida em Campina Grande por 2 x 1, mas foi desclassificado pro escalar o jogador Ronaldo de forma irregular. Com a eliminação, um novo técnico chegou no Campinense, o gaúcho Álvaro Barbosa, um estudioso do futebol, com o comando do Barbosa, o Campinense venceu pela primeira vez o Treze numa competição estadual, após 20 partidas com empates e vitórias para o Treze, ao vencer o maior rival por 1 x 0, ao final da partida a torcida do Campinense invadiu o campo do Presidente Vargas e carregou nos braços os atletas e o Técnico Álvaro Barbosa, fizeram um carnaval na rua Cardoso Vieira, enquanto isso os diretores do Campinense improvisaram um banquete na sede do clube. Sobre a conquista do campeonato, o Campinense tinha que vencer as últimas partidas do returno e vencer seu maior rival na "melhor de três" e assim conseguiu. Derrotou o Auto Esporte por 4 x 1, no estádio Olímpico em João Pessoa, nesse jogo o árbitro perdeu a noção de tempo e encerrou o 1º tempo da partida aos 56 minutos; venceu o Paulistano por 2 x 1;derrotou o Santos-PB também por 2 x 1. Na disputa contra o Treze, na final, empatou o primeiro jogo por 1 x 1 e ganhou a segunda partida por 2 x 1, antes do fim da partida os fogos já marcavam a conquista, atletas e torcedores emocionados choraram de alegria, festa no estádio, festa nas ruas e no clube, os jogadores foram carregados para os vestiários pela torcida.

Um coisa que marcou o início desse ano, o Botafogo-PB foi convidado para um jogo de entrega das faixas de campeão do estado de 1961 ao Campinense,só que nenhum juiz quis apitar o jogo, em virtude das várias agressões que esses profissionais sofriam no Estádio Olímpico em João Pessoa, havia relatos que até a polícia agredia os profissionais.

No ano de 1962 o Campinense tava numa bela fase, chegou a ficar 25 jogos sem perder naquela temporada, em pouco mais de um mês conquistou dois torneios: Paraíba-Rio Grande do Norte e o de Inauguração dos refletores do Estádio da Graça e ainda foi vice-campeão do Torneio Pernambuco-Paraíba. Campinense era destaque, o ataque Chiclets chegou a ser considerado o melhor atacante nordestino, acabou sendo transferido para a Portuguesa-SP, no meio do Campeonato Paraibano, a transação foi estipulada em 3 milhões de cruzeiros, ele sempre ressaltou a importância do Campinense em sua carreira. Nesse momento o Campinense disputava a Taça Brasil, já havia eliminado o ABC e o CRB, contra o CRB aplicou uma goleada de 6 x 0 nas Alagoas, essa é até hoje uma das maires goleadas do Campeonato Brasileiro, com esses resultados, o Campinense ganhou o direito de disputar a final da fase Nordeste da Taça Brasil contra o Bahia, que três anos antes havia sido campeão brasileiro em cima do Santos de Pelé, pois bem o primeiro jogo foi na Fonte Nova-BA, o Bahia ganhou por 1 x 0, gol de Didico, mesmo assim o Campinense foi aplaudido pelos torcedores adversários, principalmente por conta das defesas do goleiro do Campinense Augusto, no jogo de volta em Campina Grande o Campinense ganhou por 2 x 0 quebrando uma série de invencibilidade do Bahia que durava 52 jogos, gols de Zezinho e Araponga, o Campinense ganhou o direito de disputar um jogo extra, a Raposa jogava pelo empate, o jogo foi dramático, o Campinense tomou o gol, o jogador Hamilton, o Campinense só empatou no fim do jogo com o jogador Araponga, o gol surgiu quando o atleta Zé Preto do Campinense havia sido expulso, o jogo chegau a ter uma prorrogação de dois tempo de 15 minutos, o nervosismo era enorme, os torcedores só voltaram ao seu estado normal no fim dos 30 minutos quando o juiz Cláudio Magalhães apitou, no fim da partida a torcida e atletas choravam, foi uma explosão no Plínio Lemos, afinal de contas estavam eliminando o que para muitos era o melhor clube do Norte-Nordeste do Brasil, o Campinense faria a final da fase Norte–Nordeste contra o Sport, primeiro jogo 0 x 0 em Campina Grande, jogo de volta em Recife 0 x 0, nos pênaltis 2 x 0 para o Sport, assim o Campinense ficou com o vice-campeonato da fase Norte–Nordeste da Taça Brasil, quem passasse nesse duelo, iria pegar o Santos de Pelé.

No Campeonato Paraibano o Campinense conquistou o 2º turno de forma invicta, e mais uma vez disputou a final contra o Treze, no primeiro jogo foi 2 x 1 para o Campinense, segundo jogo 2 x 2, no terceiro e último jogo, o Campinense ganhou por 2 x 1,gols de ireno e Ibiapino, aos 42 do 2º tempo,o goleiro do Campinense Augusto defendeu um pênalti cobrado pelo jogador do Treze Milton, garantindo assim o tricampeonato, a novidade do tricampeonato foi as imagens da recém inaugurada TV Canal 6, que apresentou em forma de filme os lances do tricampeonato de futebol e as festividades do aniversário da agremiação, o título ainda foi comentado por ter sido uma conquista  de "Campina Grande através do Campinense" equiparando a um feito antes de "João Pessoa com o Botafogo". Lamir Mota assume a presidência do clube, Lamir ficou conhecido pelos embates realizados contra a Federação Paraibana de Futebol, chegou a romper com ela e participar de uma "Liga Pirata" nos anos 70. Lamir foi eleito com a maioria dos votos, dos 70 sócios aptos a votar,recebeu 67, sua eleição foi uma surpresa, pois o candidato natural do clube seria o medico Firmino Brasileiro. Com o "Dr.Lamir", como era conhecido na impressa, o futebol no Campinense foi de vez consolidado. Na sua administração o Campinense conquistou 31 títulos em diversas modalidades, futebol profissional, categoria de base, futsal etc. Uma curiosidade, no dia 6 de maio o Campinense empatou em 0 a 0 com o Botafogo-RJ, segundo a crônica na época,o goleiro do Campinense Augusto, teria praticado "a maior defesa de sua vida".

O Campinense em dezembro 1962 recebe uma determinação da extinta Confederação Brasileira de desportos para optar ou pela denominação Campinense Clube(clube social) ou Centro Esportivo Campinense Clube(departamento de futebol), desaparece então o CECC e prevalece a nomeclatura mais antiga Campinense Clube, que identifica o clube até hoje. No dia 21 de outubro de 1963, a TV Borborema, canal 4, estava no ar, ainda em caráter de experiência, e pela primeira vez uma partida de futebol foi televisionada na cidade, o clássico Campinense e Treze, placar final 1 x 1, partida realizada no Estádio Presidente Vargas, e teve portões abertos, como parte da programação  dos festejos do pré-centenário  de Campina Grande.

No Paraibano o Campinense mais uma vez foi campeão do estado, e mais uma vez em cima do Treze, o Campinense empatou o primeiro jogo pro 1 x 1, o segundo jogo a Raposa ganhou por 2 x 0, o terceiro jogo o Aristocrático empatou por 2 x 2, com esses resultados o Campinense foi tetracampeão do estado, mais uma vez no estádio do Treze, o Presidente Vargas. No fim da partida os jogadores do Campinense fizeram questão de pagar suas promessas, Nogueira andou de joelhos até na concentração do Municipal no 1º andar e Cocó foi a pé do campo do Treze a do Campinense. Enquanto isso, os torcedores do Campinense já haviam encomendado com antecipação as faixas, nas quais estavam escritos: "CAMPINENSE MAIS UMA VEZ CAMPEÃO"

Em 1964, Campina Grande completava o seu centenário, foi organizado um torneio para as comemorações do centenário de Campina, as principais equipes do Nordeste foram convidados: Fortaleza, Bahia, Náutico, ABC (que desistiu,em seu lugar foi chamado o Botafogo-PB), Confiança, CRB, Olaria-RJ e claro as equipes locais, abertura do campeonato estava marcado para o Estádio Plínio Lemos, o torneio ficou conhecido como "Torneio Centenário", vencido pelo Náutico-PE, esse torneio foi preparatório para o Campinense, que contratou os melhores jogadores da capital, o Janca (centro-médio) e o Coca Cola(meia-esquerda). O primeiro título do clube no ano do centenário, foi o Torneio Inicio, competição curta, que iniciava o Campeonato Estadual, no futebol amador o "Raposinha", nomenclatura  da categoria de base do clube, conquistou o campeonato amador da cidade. O Campinense gerava sempre muita curiosidade por onde ia jogar, todos queriam ver aquela máquina do futebol nordestino, o clube foi convidado para jogar em Arcoverde,Pernambuco, foi recebido com  muita festa para jogar duas partidas na inauguração do estádio local, "Arcoverde decreta feriado municipal para a estreia do Tetracampeão", noticia o Diário da Borborema de 11 de setembro de 1964. O Campinense vinha se destacando em tudo, no vôlei e no futsal tinha a melhores equipes da cidade. No Campeonato Paraibano, o 1º turno foi vencido pelo Treze, o 2º turno se mostrava complicado para o Campinense, pois a maioria de suas partidas seria fora de casa, o Campinense chegou aplicar uma goleada no Red Cross 11 x 0, o placar só não foi maior, porque o Red Cross se retirou de campo, antes do término da partida. O Campinense foi para a final,mais uma vez contra o Treze, no primeiro jogo o Treze ganhou por 2 x 1, no segundo jogo o Campinense ganhou por 2 x 1 e a partida final seria realizada no Plínio Lemos, o Treze saiu na frente, o Campinense empatou com Zé Preto, que foi expulso ainda na comemoração, mesmo com dez em campo o Campinense conseguiu virar com Zé Luis aos 20 minutos o 2º tempo. O término da partida marcou o início do carnaval de 1965.

"Hexa é luxo" é uma  frase muito comum encontrada em coisas relacionadas ao Campinense. Mas o início rumo ao hexa, foi complicado, principalmente porque o clube não rendia em campo, os principais nomes do Campinense haviam sido negociados, mesmo assim o Campinense continuava como o "dono da bola" . O Campinense teve que trocar várias vezes de técnico, logo no início, saiu o Astrogildo Nery, e entrou o Húngaro Janos Tatrai, depois mais uma mudança, que chegou dessa vez foi o Pedrinho Rodrigues. Conhecido como um homem misterioso, sempre com um cachimbo na boca, diziam nos bastidores ter ele toda uma irmandade a sua disposição, com capacidade de fazer mal a qualquer um que se lhe opõe. Logo em sua chegada em Campina, surpreendeu porque ele estava escutando o jogo Treze e Guarabira, que segundo os mais supersticiosos resultou na derrota do Treze. Em 2011 o Lamir Mota, ex presidente do Campinense, revelou que comprava bonecos de pano na feira, e comprava mercúrio Cromo, faziam setas no coração dos bonecos e jogavam no campo do Treze, ele disse que descobriu que o técnico do Treze era impressionado com aquilo, e que chegou a tirar 4 atletas do time, por achar que ele estava sob efeito de despacho, ele ainda revelou que chegou a boatar que era protegido por entidades, e que tinha o corpo fechado, essas práticas eram para desestabilizar os adversários. O Campinense ainda teria mais 3 treinadores em 1965: Ibiapino, Rafael Santos e finalmente voltando a equipe o Álvaro Barbosa. O 1º turno foi tumultuado, o Campinense perdeu os principais jogadores, inclusive Ireno(que depois voltou a equipe), o Botafogo-PB era apontado como favorito, o Campinense perdeu o título do 1º turno jogando em Patos e perdendo para o Esporte de Patos por 2 x 1, o Paraibano de 65 só terminou em 66. No returno o Campinense começou vencendo o Botafogo-PB 4 x 1. Então o Campinense foi disputar a final contra o Botafogo-PB, primeiro jogo  1 x 0 para o Campinense, segundo jogo 0 x 0 , terceiro jogo Campinense 1 x 0. Os gols do Campinense nais finais foram marcados pelo mesmo atleta, Debinha, vice-artilheiro da competição. Com esses resultados o Campinense se torna hexacampeão da Paraíba, feito que nunca foi alcançado por nenhum outra equipe do estado, no Brasil todo só existe 10 times que já foram hexacampeão estadual e o Campinense faz parte desse seleto grupo.[carece de fontes]

Em 1967 a Raposa novamente reconquistou o campeonato paraibano, ficando o Treze seu maior rival mais uma vez com o vice-campeonato.

Em 1970, o Campinense junto com seu maior rival, o Treze, resolveram não disputar o Campeonato Paraibano por falta de maior incentivo da FPF e falta de ajuda pela mesma. Então ambas criaram o Torneio Dagoberto Pimentel, que viria a ser mais conhecido como "Torneio Mistão-70", nome esse que reunia as equipes Campinense e Treze, profissionais e equipes semi-profissionais e amadoras a exemplo de Atlético do Bairro do Santo Antônio, de Campina Grande, América de Esperança, Tabajaras de Alagoa Grande e Esporte Cultural de Cuité.

Após a realização de 3 turnos o Campinense sagrou-se campeão.

1971-1975: Domínio no Campeonato Paraibano e vice-campeão da Série B

O time do Campinense de 1971 a 1974, ficou conhecido assim, pois era formado por sua maioria jogadores da base do clube. O Campinense voltou a disputar o Campeonato Paraibano em 1971, e sagrou-se campeão, ao disputar a final do campeonato contra o Botafogo-PB, venceu o primeiro jogo por 2 x 0, perdeu o segundo jogo por 2 x 1 e ganhou o terceiro jogo por 2 x 1. Assim foi a primeira equipe do estado a participar do Campeonato Brasileiro da Série B, a equipe conseguiu a vaga, ao vencer o Torneio Seletivo para a Série B de 1971. A primeira participação da Raposa na Segunda Divisão, foi modesta, ficou em 13º lugar. O primeiro jogo do Campinense foi contra o ABC no dia 12 de setembro de 1971, placar 1 x 0 para o Campinense.

Em 1972 o Campinense foi bicampeão da Paraíba, no triangular final, superior as equipes do Treze e do Botafogo-PB. A Série B de 1972, foi surpreendente, o Campinense tinha um grande time, chegou a aplicar a maior goelada da competição 6 x 1 no Calouros do Ar. No grupo o Campinense passou em primeiro lugar, foi então para a segunda fase ao se classificar em primeiro lugar no grupo F, sem ter nenhuma derrota, a maioria dos jogos eram fora de casa. A grande final da Série B, aconteceu no Maranhão no dia 17 de dezembro de 1972, jogo único, acabou 1 x 1 no tempo normal, 0 x 0 na prorrogação, um detalhe é que até no fim do jogo o Campinense ganhava, quando o jogador Pelezinho do Sampaio Corrêa empatou. Então foram para cobrança de pênaltis, para o Campinense quem bateu todos os pênaltis foi o zagueiro Ivan Lopes, as cobranças estavam empatadas, o Ivan Lopes converteu a última cobrança, mas o juiz mandou voltar, em seguida o Ivan perdeu, o Sampaio marcou o último pênalti, e o Campinense ficou com o vice. O Campinense foi o time que mais fez pontos no campeonato 27 ao todo e teve o melhor ataque da competição com 32 gols.

O Campinense conquistou a Paraíba ainda em 1973 e 1974, além de reivindicar o título da polêmica edição de 1975, com o qual o clube seria pentacampeão estadual.[2] Em 1973 o título veio em cima do Treze, após empatar em 0 x 0, ganhar o segundo jogo por 1 x 0 e novamente ganhar por 2 x 1. Em 1974, o Campinense foi mais uma vez campeão da Paraíba, já o tetracampeonato, essa final teve um gostinho especial, porque derrotou o Treze em pleno Presidente Vargas, no dia em que a torcida do Campinense fez um das maiores invasões no estádio do maior rival, o Campinense ganhou os três primeiros turnos, o Treze ganhou o último e vez a final contra o time do "José Pinheiro", o Campinense não quis saber, e ganhou novamente do rival, por 2 x 0; Erasmo e pedrinho Cangula. O Campeonato Paraibano de 1975 foi marcado por um impasse quanto ao campeão, o Botafogo-PB ganhou o primeiro turno, enquanto o Treze venceu o segundo e esses dois clubes foram declarados campeões pela Federação Paraibana de Futebol (FPF) após a entidade dar o campeonato por encerrado mesmo sem a realização da fase final. O Campinense, no entanto, recorreu a Justiça e conseguiu ganhar os pontos de uma partida contra o Nacional de Patos pelo segundo turno. Com isso, o clube passaria o Treze e se autoproclamou campeão paraibano. Porém, até hoje a equipe não conseguiu o reconhecimento do título pela Federação Paraibana.[2]

Em 1975 o Campinense participou novamete do Campeonato Brasileiro da Série A, a campanha não foi boa, acabou em último lugar, o destaque do Campinense foi a torcida, o público total do Campinense na competição foi de 118.029, tendo uma média de 13.114 torcedores por partida. A campanha do Campinense ao longo do Campeonato Brasileiro de 1975, foi cheio de problemas, principalmente em virtude de uma disputa interna, entre os jogadores locais e os contratados de outros Estados do Brasil. O primeiro jogo do Campinense na Série A de 1975, foi realizado no dia 24 de agosto, derrota para o CSA 2 x 0. Ainda em 9 de março de 1975 o Campinense inaugurou o estádio Amigão enfrentando o Botafogo-RJ em partida que terminou empatada sem abertura do placar.

1979-1980: Boa campanha no brasileirão e o bicampeonato Paraibano

O Campinense não fez uma boa campanha no estadual de 1976. Em 1977 o clube ficou com o vice-campeonato estadual, porém, seria campeão invicto do Torneio Heleno Nunes, competição organizada pela FPF e que reunia equipes de João Pessoa e Campina Grande. O Campinense chegou a aplicar uma goleada de 10 a 1 no Santos-PB no torneio. Em 1978 o Campinense decidiu não participar do Campeonato Paraibano, dedicou-se apenas para a Série A, acabou ficando na 56º colocação no total de 74 equipes.

Em 1979 o Campinense mostrava ter um grande elenco, para começar voltou a ser campeão do estado, ao empatar com Botafogo-PB por 1 x 1, no estádio Amigão no dia 22 de junho de 1980, isso mesmo o paraibano de 1979 só terminou em 1980. O time de 1979 foi sem dúvidas, o mais importante clube da região Nordeste, chegando a alcançar o nível de melhor defesa naquele Brasileirão, com uma média de apenas 0,5 gols sofridos por partida. Mas o que chamou a maior atenção, foi a campanha na Série A, o clube avançou em quarto lugar no grupo D, na segunda fase, ficou no grupo A, lutando pela vaga até a última rodada com o Atlético Mineiro-MG, mas foi eliminado com dois pontos diferença. O clube ficou em 24º no universo de 94 clubes. Em 1980 o Campinense foi bicampeão da Paraíba frente ao Botafogo-PB,empate no primeiro jogo 1 x 1 e vitória do Campinense 2 x 0 no dia 23 de novembro de 1980.

1981 - 1991: Jejum de títulos

Após o título de 1980, o Campinense parecia que entraria no crise sem fim, por quatro anos seguidos o clube foi vice-campeão do estado: 1981,1982,1983,1984. Em 1985, o Campinense liderava o  segundo turno do octogonal  final do Paraibano, mas a justiça cancelou a competição. Em 1982 e 1983 o ataque do Campinense chegou a marca mais de 100 gols numa mesma edição de Paraibano, em 1982 o Campinense marcou 104 gols e em 1983 marcou 135. De 1986 a 1990 o Campinense se quer lutou pro algum estadual.

Em 1991 o jejum acabou! sob a presidência de Francisco de Assis Alves, o Campinense voltou a conquistar a Paraíba, após disputar a repescagem que foi apelidado de “Quadrangular da Morte” e vencer todos os jogos e ainda vencer o Treze no jogo extra por 2 x 1. Após uma combinação incrível de resultados, a equipe treinada por Rivelino foi campeã paraibana, quando quase ninguém acreditava mais. O jogo final foi contra o Nacional de Patos, o Rubro-Negro ganhou por 3 x 1  no dia 10 de novembro de 1991. Finalmente após quatro vices e a decepção de 1985,o clube voltou conquistar a Paraíba.

1992-1995: Crise, novo jejum e falência

Em 1992 o Campinense não seria campeão do estado, mas participaria pela primeira vez da Copa do Brasil, enfrentou o Bahia, empatou em casa por 1 x 1 e fora de casa 0 x 0, o clube acabou sendo eliminado.

Em 1993 o Campinense voltou a ser campeão da Paraíba, aquela campanha foi intitulada pela impressa nacional de "Os Bons Tempos Voltaram", parecia que o Campinense iria retornar a sua velha rotina de títulos, o jogo que deu o título ao Campinense, foi no quadrangular decisivo, 3 x 1 contra o Treze, o Campinense que tinha uma grande equipe, que é até hoje chamada de"Roberto Michele e Cia.", ao final da partida, os torcedores invadiram o campo e comemoraram mais uma conquista.

Em 1994 o Campinense fez uma das piores campanhas de sua história no Campeonato Paraibano, ficando na oitava colocação, o momento do futebol de Campina não era bom, o Treze nesse mesmo campeonato foi rebaixo para a Série B do Campeonato Paraibano, e por pouco em 1995 o clube não conseguia voltar para a Série A do Paraibano.

Em 1995 o Campinense novamente foi muito mal no Paraibano, ficando na nona colocação. No ano de 1995, diretores do clube cometem talvez o maior erro da história do Campinense. Fundam juntamente com outros times, uma Liga de Futebol, afastando-se do futebol profissional por dois anos.

1998 - 2002: Retorno e transformação num clube-empresa

Em 1998, sob a presidência do advogado e sociólogo Rômulo de Araújo Lima, após diversas reuniões com a Federação Paraibana de Futebol, o Campinense voltaria a disputar o Paraibano, e naquela oportunidade ficou com o vice-campeonato, ainda nesse ano o Campinense apresentou, seu novo escudo, que passaria a ter 6 estrelas, esse ideia era antiga, em 1983 o Campinense tentou implantar esse ideia, mas parece que não deu muito certo.

Em 1999,o clube acabou sendo eliminado nas semifinais do Paraibano. Ainda nesse ano o Campinense participou pela primeira vez da Copa do Nordeste, fez uma campanha horrível, ficou em último no grupo B da competição.

De 2000 a 2002, parece que o clube atingiria o fundo do poço,em 2000 o clube mais uma vez foi eliminado nas semifinais, 2001 novamente eliminado nas semifinais, 2002 o Campinense ficou em 5º lugar, ficou sem disputar o título. A partir do final do ano de 2002, a Diretoria transformou o departamento de futebol em CENTRO ESPORTIVO PROFISSIONAL DO CAMPINENSE LTDA, e todo o futebol do clube encontra-se atualmente sob o controle da empresa CELETIVA, centralizado no seu homem forte, Sr. Carlos Lira, o Campinense passou a ser um clube-empresa

2003-2004: Campanha na série C e titulo estadual

Em 2003, com a presidência do Carlos Lyra, o Campinense começa a viver novos caminhos e sob patrocínio da Construtora São Mateus, depois de conturbadas negociações que culminaram com destituição do então presidente do Clube, Sr. Lamir Motta, pelo Conselho Deliberativo do Campinense Clube, em 26 de julho de 2003. Interinamente responde pela Presidência do Clube o Sr. José Antero, Presidente do Conselho Deliberativo. Um fato importante é que mesmo com um jejum de 10 anos sem título, a torcida do Campinense continuava a crescer, quando muitos achavam que ela iria diminuir. Campinense fracassou de novo, no Paraibano, a desconfiança era clara. Na Série C 2003, após o fracasso no estadual. O Campinense ficou no grupo 7 junto com ABC e São Gonçalo, o Clube Cartola, avançou em segundo. Na segunda fase enfrentaria o Treze, ganhou o primeiro jogo por 3 a 0 e na segunda partida perdeu por 2 x 1, conseguiu assim avançar de fase. Na terceira fase enfrentou o ASA-AL, ganhou o primeiro jogo por 1 a 0 e a segunda partida por 2 a 0. Na quarta fase, enfrentou o Itapipoca, ganhou o primeiro jogo por 1 x 0 e no segundo jogo perdeu por 2 a 1, Campinense classificado pela regra do gol fora de casa. Na quinta fase, a última fase antes fase final, o Rubro-Negro venceu o Tuna luso por 4 a 1 primeiro jogo e 3 a 1 segundo jogo. Na fase final, o clube Cartola perdeu o último jogo para o Santo André 2 x 1, no estádio Amigão, onde 40 mil pessoas acompanharam o jogo, esse público foi o maior da Série C de 2003, acabou a competição em quarto, mais na época apenas os dois melhores subiam de série.

Em 2004, o Campinense queria acabar de vez com o jejum de título que durava 10 anos. O Campinense decidiu o título estadual com Treze, o Rubro-Negro havia ganho o primeiro turno em cima do maior rival, que por sua vez ganhou o segundo turno em cima do Campinense. O primeiro jogo da decisão foi no dia 13 de junho de 2004 e o Campinense ganhou 2 x 1; gols de Adelino e Beto. A grande decisão foi no dai 20 de junho, o Campinense empatou em 2 x 2; gols de Adelino e Dinho. Com esses resultados o Campinense foi o campeão do estado e pôs o fim ao jejum de 10 anos.

2008: Título paraibano e acesso a Série B

Em 2008, o Campinense voltou a ser campeão da Paraíba. O clube se reformulou, contratou o técnico Freitas Nascimento e investiu em reforços. O Campinense perdeu o primeiro turno para o Treze, mas ganhou o segundo turno contra o Sousa, ganhando o primeiro jogo em casa por 2 x 0 e empatou em Sousa 0 x 0. O primeiro jogo da final contra o Treze, foi no dia 11 de maio de 2008, o Campinense ganhou 3 x 0;gols de Fábio Júnior,Washington e Almir. A grande final foi no dia 18 de maio de 2008, o Campinense ganhou novamente 2 x 0;gols de Marquinhos Marabá(2x), para um público de 21.745 torcedores.

Na Série C, o clube fez uma campanha sensacional. Na primeira fase, ficou no grupo 5, e acabou se classificando em 1º lugar, aplicando uma goleada de 6 x 2 no Potiguar de Mossoró. Na segunda fase ficou no grupo 19, que tinha Santa Cruz, Salgueiro e Icasa, classificando em 2º lugar no grupo, destaque especial foi quando o Campinense rebaixou o Santa Cruz para a Série D, dentro do Arruda, após um empate de 1 x 1. O Campinense na terceira fase, passou por momentos complicados, e chegou a pensar que não daria mais, logo na primeira rodada, o Campinense tomou uma goleada dentro de casa 5 x 1 para o ASA-AL, na última rodada, o Campinense teria que ganhar do mesmo ASA para se classificar, e venceu 1 x 0 e se classificou na última rodada. Chegamos na fase final, era o último passo para conseguir o acesso, o jogo do acesso poderia ser Campinense x Guarani-SP, mais de 16 mil pessoas viram esse jogo, mas acabou 0 x 0, a classificação ficou para a última rodada, em Goiás, o Campinense empatou  0 x 0 com o Atlético Goianiense, mesmo com o empate o Rubro-Negro garantiu o acesso, ficou em 3º lugar. Muita festa em Campina Grande, cerca de 5 mil torcedores receberam os atletas do Clube Cartola, na chegada deles na cidade. O Campinense é o primeiro e único clube do estado a conseguir um acesso à Série B do Campeonato Brasileiro.

2009-2011: Crise e rebaixamentos

Em 2009, o Campinense não teve investimentos para disputar uma Série B, e acabou sendo rebaixado, ficando em 19º. O Campinense teve alguns pontos positivos, teve o sétimo artilheiro do Campeonato, Edmundo, que marcou 14 gols. A torcida do Campinense teve uma média de público de 4.414, a 10ª melhor média da competição, superando clubes que lutavam pelo acesso. No segundo turno, o Campinense tentou reagir, mas não deu, o clube foi o 14º melhor clube no segundo turno.

Em 2010,o clube viveu um dos seus piores momentos, a justiça penhorou os bens do Campinense, por conta das dividas trabalhista do clube, na época o clube devia R$ 3 milhões.

No ano de 2011,o Campinense tinha novo presidente, o Willians Simões, após Saulo Miná, Rômulo Leal, Ademilson Dari dos Santos assumirem e renunciarem em 2010. Willians tinha a missão de recuperar o Campinense, mas as coisas estava complicada, o clube acabou sendo rebaixado para a Série D. De nada adiantou a vitória por 1 a 0 sobre o Guarany de Sobral, no Amigão. Com a goleada de 4 a 0 do Fortaleza em cima do CRB, a Raposa acabou ficando na última colocação do Grupo B na Terceirona no critério de gols marcados, já nos acréscimos, veio o gol da vitória do Campinense. Robert precisou chutar duas vezes para abrir o placar. Festa da torcida paraibana que acreditava ser o último capítulo do calvário na Série C. Naquele momento, o Fortaleza vencia o CRB por 3 a 0. Como ainda faltavam cerca de 10 minutos para o fim da partida no Presidente Vargas, a agonia continuou. Jogadores e torcedores passaram a acompanhar os instantes finais da partida em Fortaleza. E quando o tricolor cearense marcou o quarto gol, através de Marcos Goiano, ninguém acreditava mais em um novo milagre. Já eram dois rebaixamentos em três anos

2012: Título estadual

A tranquilidade, só apareceu no Campinense na temporada de 2012, o clube de cara, contratou o ídolo do arquival, o Warley, que foi o artilheiro do Campinense no Paraibano,com 22 gols, se tornou o jogador do Campinense que mais marcou gols numa mesma edição de Campeonato Paraibano. Na final do Paraibano de 2012,o Campinense enfrentou o Sousa, empatou o primeiro jogo fora de casa 1 x 1;gol do Campinense foi de Ben-Hur, e em casa no dia 13 de maio de 2012, ganhou do Sousa, 4 x 0;gols de Adriano Felicio,Marquinhos Marabá,Sidnei e Breno. O Campinense foi confiante para a Série D, após eliminar nas oitavas-de-final o CSA, A Raposa ganhou o primeiro jogo por 2 x 1 e em Alagoas empatou em 0 x 0. Mas nas quartas-de-final, o clube foi eliminado para o Baraúnas, empatou em casa por 1 x 1 e perdeu fora 2 x 0.

2013: Campeão da Copa do Nordeste

 
Taça da Copa do Nordeste.

O planejamento para a temporada de 2013 começou em novembro de 2012, para começar foi anunciado o técnico Oliveira Canindé, depois o Campinense foi apresentando nomes, muitos deles desconhecidos, e a dúvida era iminente ,será que com esses atletas o Campinense vai longe??

A apresentação do elenco para a temporada 2014, aconteceu na primeira semana de dezembro.

Em 2013, o Campinense conquistou o maior título de sua história e da história do futebol paraibano, a Copa do Nordeste, mas não valeu nada. Parecia ser um sonho impossível. O Campinense apresentou um futebol bonito e foi comparado por muitos com o Barcelona, pelo estilo de jogo. Os jogadores foram apelidados de "Guerreiros Nordestinos" ou "Os meninos de Canindé". Desse time surgiu destaques, como por exemplo o zagueiro Roberto Dias, que virou ídolo da torcida, ou o meia Bismarck, com seus passes e assistências. O Campinense Clube em 2013 se tornou o primeiro e único clube campeão do nordeste, a não levar gol em casa. A torcida do Campinense viu seu time ser campeão da copa do nordeste de 2013, sem as redes da raposa feroz serem balançadas nenhuma vez em seus domínios. Confira a campanha do Campinense na Copa do Nordeste 2013:

19/01 – Feirense-BA 2 x 2 Campinense

23/01 – Campinense 3 x 0 Santa Cruz-PE

27/01 – Campinense 1 x 0 CRB-AL

 
Torcida do Campinense na Copa do Nordeste 2013

30/01 – CRB-AL 1 x 2 Campinense

02/02 – Santa Cruz-PE 2 x 0 Campinense

06/02 – Campinense 1 x 0 Feirense-BA

Quartas de final

13/02 – Campinense 0 x 0 Sport-PE

16/02 – Sport-PE 2 x 2 Campinense

Semifinal

24/02 – Fortaleza 2 x 1 Campinense

03/03 – Campinense 1 x 0 Fortaleza

Final

10/03 – ASA-AL 1 x 2 Campinense

17/03 – Campinense 2 x 0 ASA-AL

2014

O ano de 2014 foi complicado para o Campinense, mesmo com um campanha ruim, o time conseguiu ser vice-campeão Paraibano, garantido assim para 2015 vaga na Copa do Nordeste e na Copa do Brasil.

No Campeonato Brasileiro série D, o time voltou a decepcionar e acabou sendo eliminado ainda na fase de grupos da competição.

2015: O ano do Centenário

O ano de 2015 foi muito especial para o torcedor do Campinense, afinal é o Centenário do clube. Na temporada, o Campinense faturou três títulos: Campeonato Paraibano, Troféu Jornalista Joacir Oliveira(Homenagem aos 40 anos de fundação do Estádio o Amigão) e a Taça Sesquicentenário de Campina Grande(Homenagem aos 150 anos de Campina Grande). O clube, acabou sendo eliminado nas oitavas de final do Campeonato Brasileiro série D.

Para comemorar o Centenário, o Campinense organizou algumas coisas, como: Corrida de rua[3], jantar[4]. Em alusão aos 100 anos, o clube lançou um CD comemorativo, uma camisa[5] e selo dos correios[6], entre outros produtos.

Ouve também o lançamento do hino do Centenário[7], feito pelo compositor Roniere Leite Soares, natural de Campina Grande.

O jogo do Centenário, ocorreu contra o Lucena, pelo Campeonato Paraibano, o Campinense venceu por 2 a 1, no estádio o Amigão.

Números do Campinense no ano do seu Centenário Total
Vitórias 23
Empates 10
Derrotas 11
Gols feitos 65
Gols tomados 42
Média de público 5.692
Total de público 125.228

2016: bicampeonato paraibano e o vice da Copa do Nordeste

No ano de 2016, o Campinense conquistou o bicampeonato Paraibano, após 36 anos. O último bicampeonato estadual tinha acontecido em 1980.

Foi o ano também do vice-campeonato da Copa do Nordeste. Na primeira fase o Campinense ficou no Grupo A com: Salgueiro, ABC e Imperatriz, terminando-a em primeiro lugar com 16 pontos e invicto. Nas quartas eliminou o Salgueiro( 2 a 0 fora e derrota em casa por 2 a 1). Nas semifinais foi a vez do Sport( derrota por 1 a 0 fora e vitória em casa pelo mesmo placar, nos pênaltis 3 a 1). Na final enfrentou o Santa Cruz( derrota fora de casa por 2 a 1 e empata em casa por 1 a 1). A campanha consolidou de vez o nome do Campinense na competição.

Na Série D, o time não teve êxito e foi eliminado ainda nas oitavas pelo Itabaiana.

Cores e Símbolos

 
Primeiro escudo do Campinense Clube

Oficialmente o primeiro uniforme do Campinense era camisas vermelhas e calções brancos, sendo que o uniforme do goleiro era todo branco (entre 1917-1920).

O primeiro uniforme quando a o clube se profissionalizou em 1958, eram camisas vermelhas com gola e punhos pretos, calção branco e meias vermelhas. Este uniforme foi por muito tempo padrão nos jogos do rubro-negro, até por volta de 1970.

A Raposa "adotou oficialmente" como primeiro a camisa com listras vermelhas e pretas com calção branco e meias listradas em vermelho e preto, a partir do Campeonato Paraibano de 1971, perdurando até os dias atuais. Porém o Campinense desde 1961 tinha o padrão listrado como um segundo uniforme opcional, utilizado em inúmeras partidas.

O segundo padrão é uma camisa branca com duas listras horizontais vermelho e preta. porém ao longo dos anos este segundo uniforme se altera de acordo com o fornecedor do material esportivo.

Em janeiro de 2012, o Campinense lançou a camisa em homenagem ao hexacampeonato Paraibano (1960-1965), a camisa foi utilizada em algumas partidas. Uma coisa, o Campinense não utiliza a camisa 13, por conta do seu rival, que se chama Treze, então todas as escalações do Campinense vem nessa ordem: 10,11,12,14...

Escudo

O escudo do Campinense sofreu várias transformações ao longo do tempo.

O primeiro escudo utilizado pelo Campinense tinha o fundo negro contornado por uma listra vermelha e com duas letras C em vermelho no centro.

Anos depois a Raposa adotou o formato que viria a ser padrão até os dias atuais. Tratava-se de um círculo com dois CC dentro deste. Este escudo cujo designer foi baseado em uma propaganda de uma famosa marca de refrigerante norte-americana, com os dois CC, remetendo as iniciais de Campinense Clube.

No início da década de 1960 o Campinense chegou numa mesma temporada, o Campinense ter três tipos de escudos. O primeiro o tradicional escudo circular, este utilizado no uniforme com camisas vermelhas, calção branco e meias vermelhas. O segundo escudo era uma cabeça de raposa com uma cartola e escrito Campinense Clube abaixo, este utilizado no uniforme com camisa listradas, calção branco e meias listradas. O terceiro escudo era uma cópia do escudo do Flamengo do Rio de Janeiro, porém com o CC dentro do quadrado com fundo negro, este era utilizado no uniforme branco com duas listras vermelho e preto, calção vermelho e meias listradas.

O escudo da Raposa contém duas letras C, cujo designer foi retirado de uma famosa marca de refrigerante e as iniciais de Campinense Clube. A palavra campinense significa a pessoa que é natural de Campina Grande. Em 1983, o Campinense colocou as seis estrelas em seu escudo, mas a ideia não funcionou. Em 1998 o Campinense implanta oficialmente as seis estrelas, em homenagem ao hexacampeonato Paraibano (1960-1965).

Em 2013 o escudo ganhou uma nova estrela, em alusão ao título da Copa do Nordeste, o escudo oficial do clube contém atualmente sete estrelas, seis do hexa e uma da Copa do Nordeste. A estrela da Copa do Nordeste fica em cima das demais e é a maior estrela.

Mascote